sexta-feira, 21 de abril de 2017

História, documentação sobre turismo ambiental


Durante muito tempo, o turismo foi considerado como uma indústria em que não lhe eram imputados impactos negativos, do ponto de vista cultural, social ou ambiental. A partir da década de setenta a realidade alterou-se e começaram a aparecer as primeiras vozes denunciantes dos efeitos negativos do turismo. Contudo, muitas regiões têm apostado fortemente na atividade turística como o principal motor para se desenvolverem (Faulkner e Tideswell, 1997).
Pelas suas características intrínsecas, trata-se de uma atividade dinamizadora das atividades económicas regionais e locais, e tem crescido de uma forma relativamente rápida tanto no estrangeiro como em Portugal. Contudo, ao tratar-se de um sector económico gerador de benefícios e também de custos, é desejável que ele se desenvolva de uma forma sustentável.
Segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), o desenvolvimento do turismo sustentável, é propiciador do desenvolvimento sustentável. O desenvolvimento sustentável do turismo é um meio para diminuir as assimetrias regionais existentes entre os países e no interior dos países, na medida em que este vai de encontro às necessidades das regiões turísticas, já que protege e aumenta as oportunidades de desenvolvimento dessas mesmas regiões. Por outro lado, e segundo a mesma organização, as diretrizes para o desenvolvimento sustentável do turismo e as práticas de gestão aplicam-se a todas as formas de turismo.

1987 - Importante é identificar que o ecoturismo se insere no contexto maior do "turismo sustentável", uma ideia propagada a partir do conceito de " desenvolvimento sustentável" advindo do Relatório Brundtland de 1987.
1995 - Em abril de 1995, por iniciativa da ONU, realiza-se a Primeira Conferência sobre Turismo Sustentável, em Lanzarote, nas Ilhas Canárias. Foi copatrocinada pelo Programa Ambiental dessa mesma organização, e pelo Programa sobre o Homem e a Biosfera da UNESCO e pela OMT.
1998 - Assim, em 1998, os serviços responsáveis da Comissão deram início a um processo de identificação de melhores práticas e métodos de atingir um turismo sustentável, que possa ser promovido em benefício do turismo europeu.
2002 - Em junho de 2002, o Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável passou a disponibilizar informações sobre o processo de certificação turística lançando o site www.turismosustentável.org.br, evidenciando a existência de demanda por certificação turística no Brasil.
2003 - Ressaltasse que em maio de 2003, foi realizado pela Comunidade de Canto Verde, o NETTUR/UECE, Terramar e o CEFET, o “I Seminário Internacional de Turismo Sustentável”. Evento com repercussão internacional e nacional, antecedido por uma “Oficina de Turismo Rural” e pela “Oficina Latino-Americana de Turismo Sustentável”.
2004 - Em novembro de 2004, o país assumiu compromisso com o programa Turismo Sustentável e Infância, durante o 1º Fórum Mundial de Turismo para a Paz e o Desenvolvimento Sustentável.
2005 - De igual modo, em 8 de setembro de 2005 o Parlamento Europeu aprovou uma resolução sobre as novas perspetivas e os novos desafios para um turismo europeu sustentável.
2008 - Entre os dias 12 e 15 de maio de 2008 foi realizada em Fortaleza o II Seminário Internacional de Turismo Sustentável (SITS)
2011 - Ao longo de 2011, foi previsto o início do projeto em parceria com o Mtur de Fortalecimento do Turismo Sustentável, que teve como principal objetivo inserir no mercado as iniciativas locais e regionais de turismo sustentável, estimulando agentes e operadores a venda destes produtos e serviços relacionados ao turismo de base comunitária.





Evolução e conceito de turismo ambiental


Turismo ambiental é o turismo que tem como preocupação fundamental o respeito pelo Ambiente e pela Natureza.
O turista adepto deste tipo de turismo procura destinos que se evidenciem pelo ambiente natural e não manipulado pelo Homem, habitualmente o grande responsável pela quase extinção desses espaços.



A importância da estratégia de turismo ambiental


















Vertentes de turismo ambiental


O Turismo de Natureza consiste num produto turístico composto por estabelecimentos, atividades de animação ambiental e serviços de alojamento. Integra um conjunto de práticas diversificadas que vão desde o alojamento em casas tradicionais, à interpretação e contemplação e usufruto da natureza nas suas diferentes vertentes (ex.: passeios a pé, de bicicleta, a cavalo, observação de aves, canoagem, escalada, orientação, etc.). Essas atividades  visam promover a ocupação dos tempos livres dos turistas e visitantes através do conhecimento e da fruição dos valores naturais e culturais próprios das Áreas Protegidas.



Os vários tipos de turismo

à  Turismo de Recreio-  praticado pelas pessoas que viajam para "mudar de ares", por curiosidade, ver coisas novas e para desfrutar de belas paisagens. Algumas pessoas encontram prazer em viajar pelo simples prazer de mudar de lugar, outras por espírito de imitação e de se imporem socialmente. 




à   Turismo de Repouso- a deslocação dos viajantes incluídos neste grupo é originada pelo facto de pretenderem obter um relaxamento físico e mental, de obterem um beneficio para a saúde ou de recuperarem fisicamente dos desgastes provocados pelo stress.
Estes turistas procuram locais calmos, o contacto com a natureza, as estâncias termais ou os locais onde tenham acesso à prestação de cuidados físicos como os Spas e outros.


à   Turismo Cultural- as viagens das pessoas incluídas neste grupo são provocadas pelo desejo de ver coisas novas, de aumentar os conhecimentos, de conhecer as particularidades e os hábitos doutras populações, de conhecer civilizações e culturas diferentes, de participar em manifestações artísticas ou, ainda, por motivos religiosos.


à   Turismo Desportivo- Abrange todo o conjunto de deslocações de indivíduos cuja principal motivação reside na participação em práticas e atividades de natureza desportiva, quer seja de numa vertente ativa ou simplesmente como espectadores.



à   Turismo de Negócios-  é um produto turístico que pode definir-se, de uma maneira ampla, como um conjunto de viagens realizadas no âmbito de atividades profissionais, independentemente da sua natureza (económica, científica, política e/ou social).




à   Turismo Político- a participação em acontecimentos ou reuniões políticas provocam uma movimentação significativa de pessoas, quer se trate de ocasiões esporádicas, quer de reuniões ou acontecimentos regulares. Tem características e efeitos semelhantes ao turismo de negócios e exige ainda condições idênticas, necessariamente acrescidas de uma organização mais cuidada por razões diplomáticas e de segurança.





à   Turismo de Saúde- turismo de saúde, ou turismo médico, designa todo o processo que envolve a procura de cuidados médicos num outro destino diferente do local onde se reside.



à   Turismo Religioso- são todas as deslocações que se baseiam em motivações associadas às crenças e necessidades religiosas dos viajantes. Exemplos: peregrinações, promessas, retiros espirituais, entre outros.


à   Turismo Étnico- Incluem-se neste grupo as viagens realizadas para visitar amigos, parentes e organizações, para participar na vida em comum com as populações locais, ou por razões de prestígio social.




Conceito de ecoturismo

O ecoturismo ou turismo ecológico é a atividade turística que se desenvolve sem alterar o equilíbrio do Ambiente, evitando assim danificar a natureza. Trata-se de uma tendência que procura compatibilizar a indústria turística com a ecologia.
O ecoturismo está associado a um sentido da ética, uma vez que, para além do desfrute do viajante, procura promover o bem-estar das comunidades locais (recetoras do turismo) e a preservação do meio natural. O turismo ecológico também procura incentivar o desenvolvimento sustentável (isto é, o crescimento atual que não ponha em risco as possibilidades futuras).

http://conceito.de/ecoturismo#ixzz4cWsja2RS



Turismo em Celorico de Basto


Celorico de Basto, é um concelho que aguarda impacientemente a visita de todos os cidadãos. Chegar a Celorico de Basto é fácil e cómodo. Partindo do Porto, pela A4, a vila de Celorico de Basto, fica a apenas uma hora, seguindo pela Variante do Tâmega. A norte, o concelho é atravessado pela A7/IC5, permitindo através do nó na cidade de Fafe ou na localidade do Arco de Baúlhe, chegar a Braga, Guimarães, Vila Real e outros locais.





*    EnoTurismo

O Vinho Verde é único no mundo. Um vinho naturalmente leve e fresco, produzido na nossa região, uma região geograficamente bem localizada para a produção de excelentes vinhos. As castas de referência Azal, Arinto e Trajadura são produtoras de vinhos de lote único. Com baixo teor alcoólico, e, portanto, menos calórico, o Vinho Verde é um vinho frutado, fácil de beber, ótimo como aperitivo ou em harmonização com refeições.
Mais do que apenas "beber" vinho, o Enoturismo presenteia-nos com paisagens, utilizando equipamentos de gastronomia, hotelaria e diversão. Além de comércio local e outras prestações de serviço, envolve o visitante na cultura e nos detalhes da bebida.
Existe uma oferta muito qualificada a este nível, frequentemente associada ao turismo rural e em localizações privilegiadas. A prática do Enoturismo está em grande fase de crescimento, devido ao elevado valor que é dado neste setor.

*    Festas/Romarias/Festivais
Celorico de Basto é um concelho com variadíssimas festas e romarias que atraem populações de diferentes locais, podem ser mencionadas as seguintes:
  • ·         2 de fevereiro: Nossa senhora das candeias
  • ·         Março: Festa Internacional das Camélias

  • Domingo de Pascoela: Senhora da Goma, Gagos
  • 19 de Abril: Feira Anual  de Fermil de Basto
  • Último domingo de maio: Festa de Nossa Senhora da Conceição
  • 13 de junho: Santo António, Carvalho
  • 2º fim de semana de junho: Marchas em Molares
  • 24 de junho: Sº João, Arnoia
  • 29 de junho: S. Pedro, Britelo
  • 4 de julho: S. Bernardo, S. Romão do Corgo
  • Domingo mais próximo do dia 22 de julho: Clamor da Roda, Vale de Bouro
  • 25 e 26 de julho:  Festas do Concelho, S. Tiago





  • 1º Fim de semana de agosto: S. Caetano
  • 1ºFim de Semana de agosto: Senhora de Fátima, Canedo de Basto
  • 2º domingo de agosto: Senhora da Oliveira, Gandarela
  • 2º Fim de Semana  de Agosto: Santa Bárbara, Ribas
  • 3º Fim de Semana  de Agosto:  Nossa do Calvelo, Fervença
  • 21 de Agosto: Nossa Senhora da Saúde, Lameira
  • 24 de Agosto: S. Bartolomeu  do Rego

  • 1º Domingo de junho: Peregrinação ao Viso
  •  2º Domingo de Setembro: Romaria a Nossa do Viso
  •  3º fim de semana de Setembro:  S. Miguel de Caçarilhe
  • 4ª Fim de Semana de Setembro: S. Miguel de Gémeos
  • 25 a 27 de novembro: Feira Anual de Santa Catarina



  • Património

    É inegável que, ligado à história das Terras de Basto está, indiscutivelmente, o Castelo de Celorico, vulgarmente conhecido como Castelo de Arnoia. A Villa de Basto foi a primeira sede do concelho. Em abril de 1719 foi transferida para a freguesia de Britelo, atual união de freguesias de Britelo, Gémeos e Ourilhe, com a designação de "Vila Nova de Freixieiro".
    Celorico de Basto apresenta um património edificado soberbo que inebria quem o visita.
    *    Rota do Românico
    Rota do Românico Celorico de Basto

    ·         Castelo de Arnoia
    Castelo românico, situado outrora na terra de Basto, enquadra-se no movimento de encastelamento que entre os séculos X e XII marcou o território europeu. Na sua estrutura, posicionada no alto de um cabeço montanhoso, destacam-se quatro elementos defensivos: a torre de menagem o torreão quadrangular, uma única porta e a cisterna.
    Foram identificados testemunhos arqueológicos relativos à ocupação da fortaleza entre os séculos XIV e XVI. Esta é já a época de decadência da estrutura que, em tempo de paz, era um mero símbolo de organização administrativa e do poder senhorial que tutelava o território.
    O abandono deu-se definitivamente a partir de 1717, quando as elites deixaram o pequeno lugar da vila de Basto, mudando a sede do concelho para a freguesia de Britelo, onde hoje se localiza Celorico de Basto.
    A memória da pequena vila de Basto ainda persiste ao longo do ramal que lhe deu origem e que ligava a velha estrada da Lixa à importante via Amarante-Arco de Baúlhe, hoje identificada como aldeia do Castelo. O pelourinho, a casa das audiências e a botica lembram a movimentada rua ao longo da qual se desenvolveu a povoação.

    ·         Igreja do Salvador de Ribas

    A tradição atribui a fundação de um pequeno mosteiro em Ribas pela mão dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Teria cabido a D. João Peculiar, arcebispo de Braga, a proteção deste mosteiro, marcado pela presença do padre D. Mendo, cujo corpo providenciaria milagres muito depois do seu falecimento, em 1170, embora tal não tenha sido documentalmente provado.
    Devemos salientar a homogeneidade da Igreja de Ribas, que deve ter sido construída de uma só vez. A decoração mostra grande coerência na sua preferência pelo motivo de pérolas, que surge tanto no interior como no exterior da Igreja. No interior, à semelhança da maioria das igrejas românicas, prevalece outro espírito, marcado pela contrarreforma e pela renovação litúrgica após o Concílio de Trento.
    São exemplos a exuberância da talha nos retábulos [altares] e na sanefa que coroa e reveste o arco triunfal, os caixotões do teto e a balaustrada do coro. Do conjunto merece, ainda, destaque as imagens do Santíssimo Salvador, da Virgem do Vale e da Virgem do Rosário.
    Na parede fundeira da capela-mor, por detrás do retábulo-mor [altar principal], foi identificada uma importante campanha de pintura mural onde se faz representar o orago da Igreja.

    ·         Igreja de Santa Maria de Veade

    Edificada no século XIII, sucedendo a uma pequena ermida, a atual Igreja de Veade é, no entanto, uma estrutura profundamente alterada no século XVIII. Do românico subsistem os portais laterais, apesar de revolvidos durante as intervenções barrocas, que reorientaram a Igreja (primitivamente a fachada principal encontrava-se voltada a oeste, seguindo a chamada orientação canónica) e lhe acrescentaram uma cabeceira a oeste.
    Os portais norte e sul estão profundamente ornamentados, mostrando pérolas e motivos vegetalistas, trechos de friso enxaquetado e capitéis onde se representa o tema comum às bacias do Tâmega e Douro, de influência bracarense: a cena de Daniel na cova dos leões.
    Embora o portal principal mostre as profundas modificações que a Igreja sofreu pela mão do comendador Álvaro Pinto, das nobres famílias de Lamego, é no interior que compreendemos o gosto barroco em todo o seu esplendor. Embora se distingam campanhas anteriores, de cariz maneirista, é a cenografia barroca que toma conta de todo o espaço. Entre o uso da talha dourada, à policromia do granito, até ao rodapé azulejar da capela-mor, a expressão “horror ao vazio”, com que alguns caraterizam este estilo, adquire aqui particular expressão.


    Igreja do Salvador de Fervença

    Igreja de raiz românica, de cujo período e estilo subsiste apenas a capela-mor abobadada. Esta apresenta uma decoração com uma qualidade fora do comum para a região. De facto, pode ser estabelecida uma comparação entre a ornamentação dos capitéis do arco triunfal, compostos por motivos vegetalistas e fitomórficos, com os da Igreja do Mosteiro de Ferreira (Paços de Ferreira).
    Na capela cruzam-se várias influências, umas provenientes dos edifícios construídos na margem esquerda do rio Minho, com influência do estaleiro da Sé de Tui; outras oriundas do românico do eixo Braga-Rates, que teve maior impacto nas bacias do Tâmega e do Douro. Os testemunhos existentes levam-nos ao segundo quartel do século XIII.
    No exterior é possível observar ainda os contrafortes que sustentam a abóbada de berço, já quebrada. Nas fachadas laterais, as cornijas são sustentadas por cachorros, de decoração geométrica, e entre os quais destacamos um pipo, o motivo dos rolos ou uma composição feita com volutas.
    A nave da Igreja resulta de uma reconstrução realizada na década de 1970 e que pode até ter aproveitado parte da primitiva construção românica.





    Turismo Sustentável ou Turismo Responsável é aquele que pretende chegar às necessidades dos turistas sem esquecer ou obstruir as regiões recetoras, protegendo-as e ampliando as suas oportunidades futuras.
    O Turismo Sustentável pretende assim, ser um condutor entre a gestão das necessidades e recursos – económicas, sociais e ambientais – das localidades e os turistas.
    Este tipo de turismo é um turismo responsável e coerente na medida que coloca a integridade cultural e moral dos processos ecológicos e da diversidade biológica – pretende assim criar um equilíbrio entre o turismo e o meio ambiente.
    O Turismo Sustentável baseia-se na ambição de fazer a diferença na população recetora e nos turistas que procuram as viagens para aprofundar horizontes.
    As principais diferenças deste tipo de turismo são os seus ideais e aquilo que procuram alcançar.
    O Turismo Sustentável preza-se por respeitar a cultura dos locais e o ambiente natural do mesmo; contribui de forma ativa na economia das famílias locais; reconhece que a energia e a água são recursos preciosíssimos e que há necessidade de os preservar; proteger e melhorar os destinos turísticos para que no futuro mais turistas possam usufruir do local e que as pessoas que vivem lá possam ter uma vida tranquila; assegurar a proteção da vida selvagem dos locais e assumem as responsabilidades pelas ações causadas pelos turistas e pelo turismo.



    Atrações em Celorico de Basto


  • Ecopista

  • Paragem de Canedo
  • Biblioteca Municipal

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