História, documentação sobre turismo
ambiental
Durante muito tempo, o turismo foi considerado como
uma indústria em que não lhe eram imputados impactos negativos, do ponto de
vista cultural, social ou ambiental. A partir da década de setenta a realidade
alterou-se e começaram a aparecer as primeiras vozes denunciantes dos efeitos
negativos do turismo. Contudo, muitas regiões têm apostado fortemente na atividade
turística como o principal motor para se desenvolverem (Faulkner e Tideswell,
1997).
Pelas suas características intrínsecas, trata-se de uma
atividade dinamizadora das atividades económicas regionais e locais, e tem
crescido de uma forma relativamente rápida tanto no estrangeiro como em
Portugal. Contudo, ao tratar-se de um sector económico gerador de benefícios e
também de custos, é desejável que ele se desenvolva de uma forma sustentável.
Segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), o
desenvolvimento do turismo sustentável, é propiciador do desenvolvimento
sustentável. O desenvolvimento sustentável do turismo é um meio para diminuir
as assimetrias regionais existentes entre os países e no interior dos países,
na medida em que este vai de encontro às necessidades das regiões turísticas,
já que protege e aumenta as oportunidades de desenvolvimento dessas mesmas
regiões. Por outro lado, e segundo a mesma organização, as diretrizes para o
desenvolvimento sustentável do turismo e as práticas de gestão aplicam-se a
todas as formas de turismo.
1987 - Importante é identificar que o ecoturismo se insere
no contexto maior do "turismo sustentável", uma ideia propagada a
partir do conceito de " desenvolvimento sustentável" advindo do
Relatório Brundtland de 1987.
1995 - Em abril de 1995, por iniciativa da ONU, realiza-se a
Primeira Conferência sobre Turismo Sustentável, em Lanzarote, nas Ilhas
Canárias. Foi copatrocinada pelo Programa Ambiental dessa mesma organização, e
pelo Programa sobre o Homem e a Biosfera da UNESCO e pela OMT.
1998 - Assim, em 1998, os serviços responsáveis da Comissão
deram início a um processo de identificação de melhores práticas e métodos de
atingir um turismo sustentável, que possa ser promovido em benefício do turismo
europeu.
2002 - Em junho de 2002, o Conselho Brasileiro de Turismo
Sustentável passou a disponibilizar informações sobre o processo de
certificação turística lançando o site www.turismosustentável.org.br,
evidenciando a existência de demanda por certificação turística no Brasil.
2003 - Ressaltasse que em maio de 2003, foi realizado pela
Comunidade de Canto Verde, o NETTUR/UECE, Terramar e o CEFET, o “I Seminário
Internacional de Turismo Sustentável”. Evento com repercussão internacional e
nacional, antecedido por uma “Oficina de Turismo Rural” e pela “Oficina
Latino-Americana de Turismo Sustentável”.
2004 - Em novembro de 2004, o país assumiu compromisso com o
programa Turismo Sustentável e Infância, durante o 1º Fórum Mundial de Turismo
para a Paz e o Desenvolvimento Sustentável.
2005 - De igual modo, em 8 de setembro de 2005 o Parlamento
Europeu aprovou uma resolução sobre as novas perspetivas e os novos desafios
para um turismo europeu sustentável.
2008 - Entre os dias 12 e 15 de maio de 2008 foi realizada
em Fortaleza o II Seminário Internacional de Turismo Sustentável (SITS)
2011 - Ao longo de 2011, foi previsto o início do projeto em
parceria com o Mtur de Fortalecimento do Turismo Sustentável, que teve como
principal objetivo inserir no mercado as iniciativas locais e regionais de
turismo sustentável, estimulando agentes e operadores a venda destes produtos e
serviços relacionados ao turismo de base comunitária.
Evolução e conceito de turismo ambiental
Turismo ambiental é o turismo que tem como preocupação
fundamental o respeito pelo Ambiente e pela Natureza.
O turista adepto deste tipo de turismo procura
destinos que se evidenciem pelo ambiente natural e não manipulado pelo Homem,
habitualmente o grande responsável pela quase extinção desses espaços.
A importância da estratégia de
turismo ambiental
Vertentes de turismo ambiental
O Turismo de Natureza consiste num produto turístico composto
por estabelecimentos, atividades de animação ambiental e serviços de
alojamento. Integra um conjunto de práticas diversificadas que vão desde o
alojamento em casas tradicionais, à interpretação e contemplação e usufruto da
natureza nas suas diferentes vertentes (ex.: passeios a pé, de bicicleta, a
cavalo, observação de aves, canoagem, escalada, orientação, etc.). Essas atividades visam promover a ocupação dos tempos livres
dos turistas e visitantes através do conhecimento e da fruição dos valores
naturais e culturais próprios das Áreas Protegidas.
Os vários tipos de turismo
à Turismo de Recreio- praticado pelas pessoas que viajam para
"mudar de ares", por curiosidade, ver coisas novas e para desfrutar
de belas paisagens. Algumas pessoas encontram prazer em viajar pelo simples
prazer de mudar de lugar, outras por espírito de imitação e de se imporem
socialmente.
Ã
Turismo de Repouso- a
deslocação dos viajantes incluídos neste grupo é originada pelo facto de
pretenderem obter um relaxamento físico e mental, de obterem um beneficio para
a saúde ou de recuperarem fisicamente dos desgastes provocados pelo stress.
Estes turistas procuram locais calmos, o contacto com a natureza, as estâncias termais ou os locais onde tenham acesso à prestação de cuidados físicos como os Spas e outros.
Estes turistas procuram locais calmos, o contacto com a natureza, as estâncias termais ou os locais onde tenham acesso à prestação de cuidados físicos como os Spas e outros.
Ã
Turismo Cultural- as
viagens das pessoas incluídas neste grupo são provocadas pelo desejo de ver
coisas novas, de aumentar os conhecimentos, de conhecer as particularidades e
os hábitos doutras populações, de conhecer civilizações e culturas diferentes,
de participar em manifestações artísticas ou, ainda, por motivos religiosos.
Ã
Turismo Desportivo- Abrange
todo o conjunto de deslocações de indivíduos cuja principal motivação reside na
participação em práticas e atividades de natureza desportiva, quer seja de numa
vertente ativa ou simplesmente como espectadores.
Ã
Turismo de Negócios- é
um produto turístico que pode definir-se, de uma maneira ampla, como um
conjunto de viagens realizadas no âmbito de atividades profissionais,
independentemente da sua natureza (económica, científica, política e/ou
social).
Ã
Turismo Político- a
participação em acontecimentos ou reuniões políticas provocam uma movimentação
significativa de pessoas, quer se trate de ocasiões esporádicas, quer de
reuniões ou acontecimentos regulares. Tem características e efeitos semelhantes
ao turismo de negócios e exige ainda condições idênticas, necessariamente
acrescidas de uma organização mais cuidada por razões diplomáticas e de
segurança.
Ã
Turismo de Saúde- turismo
de saúde, ou turismo médico, designa todo o processo que envolve a procura de
cuidados médicos num outro destino diferente do local onde se reside.
Ã
Turismo Religioso- são
todas as deslocações que se baseiam em motivações associadas às crenças e
necessidades religiosas dos viajantes. Exemplos: peregrinações, promessas, retiros
espirituais, entre outros.
Ã
Turismo Étnico- Incluem-se
neste grupo as viagens realizadas para visitar amigos, parentes e organizações,
para participar na vida em comum com as populações locais, ou por razões de
prestígio social.
Conceito de ecoturismo
O ecoturismo ou turismo ecológico é a atividade
turística que se desenvolve sem alterar o equilíbrio do Ambiente, evitando
assim danificar a natureza. Trata-se de uma tendência que procura
compatibilizar a indústria turística com a ecologia.
O ecoturismo está associado a um sentido da ética, uma
vez que, para além do desfrute do viajante, procura promover o bem-estar das
comunidades locais (recetoras do turismo) e a preservação do meio natural. O
turismo ecológico também procura incentivar o desenvolvimento sustentável (isto
é, o crescimento atual que não ponha em risco as possibilidades futuras).
http://conceito.de/ecoturismo#ixzz4cWsja2RS
EnoTurismo
Festas/Romarias/Festivais
Turismo em Celorico de Basto
Celorico de Basto, é um concelho que aguarda
impacientemente a visita de todos os cidadãos. Chegar a Celorico de Basto é
fácil e cómodo. Partindo do Porto, pela A4, a vila de Celorico de Basto, fica a
apenas uma hora, seguindo pela Variante do Tâmega. A norte, o concelho é
atravessado pela A7/IC5, permitindo através do nó na cidade de Fafe ou na
localidade do Arco de Baúlhe, chegar a Braga, Guimarães, Vila Real e outros
locais.
O Vinho Verde é único no mundo. Um vinho
naturalmente leve e fresco, produzido na nossa região, uma região
geograficamente bem localizada para a produção de excelentes vinhos. As castas
de referência Azal, Arinto e Trajadura são produtoras de vinhos de lote único.
Com baixo teor alcoólico, e, portanto, menos calórico, o Vinho Verde é um vinho
frutado, fácil de beber, ótimo como aperitivo ou em harmonização com refeições.
Mais do que apenas "beber"
vinho, o Enoturismo presenteia-nos com paisagens, utilizando equipamentos de
gastronomia, hotelaria e diversão. Além de comércio local e outras prestações
de serviço, envolve o visitante na cultura e nos detalhes da bebida.
Existe uma oferta muito qualificada a este
nível, frequentemente associada ao turismo rural e em localizações privilegiadas.
A prática do Enoturismo está em grande fase de crescimento, devido ao elevado
valor que é dado neste setor.
Celorico de Basto é um concelho com variadíssimas
festas e romarias que atraem populações de diferentes locais, podem ser
mencionadas as seguintes:
- · 2 de fevereiro: Nossa senhora das candeias
- · Março: Festa Internacional das Camélias
- Domingo de Pascoela: Senhora da Goma, Gagos
- 19 de Abril: Feira Anual de Fermil de Basto
- Último domingo de maio: Festa de Nossa Senhora da Conceição
- 13 de junho: Santo António, Carvalho
- 2º fim de semana de junho: Marchas em Molares
- 24 de junho: Sº João, Arnoia
- 29 de junho: S. Pedro, Britelo
- 4 de julho: S. Bernardo, S. Romão do Corgo
- Domingo mais próximo do dia 22 de julho: Clamor da Roda, Vale de Bouro
- 25 e 26 de julho: Festas do Concelho, S. Tiago
- 1º Fim de semana de agosto: S. Caetano
- 1ºFim de Semana de agosto: Senhora de Fátima, Canedo de Basto
- 2º domingo de agosto: Senhora da Oliveira, Gandarela
- 2º Fim de Semana de Agosto: Santa Bárbara, Ribas
- 3º Fim de Semana de Agosto: Nossa do Calvelo, Fervença
- 21 de Agosto: Nossa Senhora da Saúde, Lameira
- 24 de Agosto: S. Bartolomeu do Rego

- 1º Domingo de junho: Peregrinação ao Viso
- 2º Domingo de Setembro: Romaria a Nossa do Viso
- 3º fim de semana de Setembro: S. Miguel de Caçarilhe
- 4ª Fim de Semana de Setembro: S. Miguel de Gémeos
- 25 a 27 de novembro: Feira Anual de Santa Catarina
- Ecopista
- Paragem de Canedo
- Biblioteca Municipal
Património
É inegável que, ligado à história das Terras de Basto
está, indiscutivelmente, o Castelo de Celorico, vulgarmente conhecido como
Castelo de Arnoia. A Villa de Basto foi a primeira sede do concelho. Em abril
de 1719 foi transferida para a freguesia de Britelo, atual união de freguesias
de Britelo, Gémeos e Ourilhe, com a designação de "Vila Nova de
Freixieiro".
Celorico de Basto apresenta um património edificado
soberbo que inebria quem o visita.
Rota do Românico
Celorico de Basto
·
Castelo de Arnoia
Castelo românico, situado outrora na terra de Basto,
enquadra-se no movimento de encastelamento que entre os séculos X e XII marcou
o território europeu. Na sua estrutura, posicionada no alto de um cabeço
montanhoso, destacam-se quatro elementos defensivos: a torre de menagem o
torreão quadrangular, uma única porta e a cisterna.
Foram identificados testemunhos arqueológicos
relativos à ocupação da fortaleza entre os séculos XIV e XVI. Esta é já a época
de decadência da estrutura que, em tempo de paz, era um mero símbolo de
organização administrativa e do poder senhorial que tutelava o território.
O abandono deu-se definitivamente a partir de 1717,
quando as elites deixaram o pequeno lugar da vila de Basto, mudando a sede do
concelho para a freguesia de Britelo, onde hoje se localiza Celorico de Basto.
A memória da pequena vila de Basto ainda persiste ao
longo do ramal que lhe deu origem e que ligava a velha estrada da Lixa à
importante via Amarante-Arco de Baúlhe, hoje identificada como aldeia do
Castelo. O pelourinho, a casa das audiências e a botica lembram a movimentada
rua ao longo da qual se desenvolveu a povoação.
·
Igreja do Salvador de Ribas
A tradição atribui a fundação de um pequeno mosteiro
em Ribas pela mão dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Teria cabido a D.
João Peculiar, arcebispo de Braga, a proteção deste mosteiro, marcado pela
presença do padre D. Mendo, cujo corpo providenciaria milagres muito depois do
seu falecimento, em 1170, embora tal não tenha sido documentalmente provado.
Devemos salientar a homogeneidade da Igreja de Ribas,
que deve ter sido construída de uma só vez. A decoração mostra grande coerência
na sua preferência pelo motivo de pérolas, que surge tanto no interior como no
exterior da Igreja. No interior, à semelhança da maioria das igrejas românicas,
prevalece outro espírito, marcado pela contrarreforma e pela renovação
litúrgica após o Concílio de Trento.
São exemplos a exuberância da talha nos retábulos
[altares] e na sanefa que coroa e reveste o arco triunfal, os caixotões do teto
e a balaustrada do coro. Do conjunto merece, ainda, destaque as imagens do
Santíssimo Salvador, da Virgem do Vale e da Virgem do Rosário.
Na parede fundeira da capela-mor, por detrás do
retábulo-mor [altar principal], foi identificada uma importante campanha de
pintura mural onde se faz representar o orago da Igreja.
·
Igreja de Santa Maria de Veade
Edificada no século XIII, sucedendo a uma pequena
ermida, a atual Igreja de Veade é, no entanto, uma estrutura profundamente
alterada no século XVIII. Do românico subsistem os portais laterais, apesar de
revolvidos durante as intervenções barrocas, que reorientaram a Igreja
(primitivamente a fachada principal encontrava-se voltada a oeste, seguindo a
chamada orientação canónica) e lhe acrescentaram uma cabeceira a oeste.
Os portais norte e sul estão profundamente
ornamentados, mostrando pérolas e motivos vegetalistas, trechos de friso
enxaquetado e capitéis onde se representa o tema comum às bacias do Tâmega e
Douro, de influência bracarense: a cena de Daniel na cova dos leões.
Embora o portal principal mostre as profundas
modificações que a Igreja sofreu pela mão do comendador Álvaro Pinto, das
nobres famílias de Lamego, é no interior que compreendemos o gosto barroco em
todo o seu esplendor. Embora se distingam campanhas anteriores, de cariz
maneirista, é a cenografia barroca que toma conta de todo o espaço. Entre o uso
da talha dourada, à policromia do granito, até ao rodapé azulejar da
capela-mor, a expressão “horror ao vazio”, com que alguns caraterizam este
estilo, adquire aqui particular expressão.
Igreja do Salvador de Fervença
Igreja de raiz românica, de cujo período e estilo
subsiste apenas a capela-mor abobadada. Esta apresenta uma decoração com uma qualidade
fora do comum para a região. De facto, pode ser estabelecida uma comparação
entre a ornamentação dos capitéis do arco triunfal, compostos por motivos
vegetalistas e fitomórficos, com os da Igreja do Mosteiro de Ferreira (Paços de
Ferreira).
Na capela cruzam-se várias influências, umas
provenientes dos edifícios construídos na margem esquerda do rio Minho, com
influência do estaleiro da Sé de Tui; outras oriundas do românico do eixo
Braga-Rates, que teve maior impacto nas bacias do Tâmega e do Douro. Os
testemunhos existentes levam-nos ao segundo quartel do século XIII.
No exterior é possível observar ainda os contrafortes
que sustentam a abóbada de berço, já quebrada. Nas fachadas laterais, as
cornijas são sustentadas por cachorros, de decoração geométrica, e entre os
quais destacamos um pipo, o motivo dos rolos ou uma composição feita com
volutas.
A nave da Igreja resulta de uma reconstrução realizada
na década de 1970 e que pode até ter aproveitado parte da primitiva construção
românica.
Turismo Sustentável ou Turismo Responsável é aquele
que pretende chegar às necessidades dos turistas sem esquecer ou obstruir as regiões
recetoras, protegendo-as e ampliando as suas oportunidades futuras.
O Turismo Sustentável pretende assim, ser um condutor
entre a gestão das necessidades e recursos – económicas, sociais e ambientais –
das localidades e os turistas.
Este tipo de turismo é um turismo responsável e coerente na medida que coloca a integridade cultural e moral dos processos ecológicos e da diversidade biológica – pretende assim criar um equilíbrio entre o turismo e o meio ambiente.
Este tipo de turismo é um turismo responsável e coerente na medida que coloca a integridade cultural e moral dos processos ecológicos e da diversidade biológica – pretende assim criar um equilíbrio entre o turismo e o meio ambiente.
O Turismo Sustentável baseia-se na ambição de fazer a
diferença na população recetora e nos turistas que procuram as viagens para
aprofundar horizontes.
As principais diferenças deste tipo de turismo são os seus ideais e aquilo que procuram alcançar.
As principais diferenças deste tipo de turismo são os seus ideais e aquilo que procuram alcançar.
O Turismo Sustentável preza-se por respeitar a cultura
dos locais e o ambiente natural do mesmo; contribui de forma ativa na economia
das famílias locais; reconhece que a energia e a água são recursos
preciosíssimos e que há necessidade de os preservar; proteger e melhorar os
destinos turísticos para que no futuro mais turistas possam usufruir do local e
que as pessoas que vivem lá possam ter uma vida tranquila; assegurar a proteção
da vida selvagem dos locais e assumem as responsabilidades pelas ações causadas
pelos turistas e pelo turismo.
Atrações
em Celorico de Basto























